HERMANOS IRMÃOS • RELEASE DISCO

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RELEASE • DISCO ‘HERMANOS IRMÃOS AO VIVO’ 

Jerry Espíndola, Márcio De Camillo e Rodrigo Teixeira são amigos desde os anos 80. As três décadas de parceria musical foram celebradas em um show e o resultado é o primeiro disco do trio Hermanos Irmãos. Gravado ao vivo em outubro de 2010 no Teatro do Sesc/Horto, em Campo Grande (MS), o álbum contém 14 faixas. O repertório traz músicas dos três compositores, clássicos do cancioneiro sul-mato-grossense e versões para pérolas da música sul-americana.

O trio utiliza apenas violões e viola caipira como instrumentos e investe nos arranjos vocais, seguindo a tradição da música de Mato Grosso do Sul. Compositores como Paulo Simões, Geraldo Roca e Geraldo Espíndola, o tripé da moderna música sul-mato-grossense, foram homenageados com as respectivas versões de ‘Aqui Agora Crianças’, ‘Japonês Tem 3 Filhas’ e ‘Fala Bonito’. O trio ainda reinterpreta o clássico ‘Los Hermanos’, de Atahualpa Yupanqui, misturando o português e o espanhol, o que acontece também em ‘Márgenes Nocturnas’.

A influência dos ritmos fronteiriços fica evidente na maioria das músicas autorais do trio, como ‘Anos Luz’, ‘Fogaréu’ e ‘Hermanos Irmãos’, que batiza o trabalho. Mesclas inovadoras também associam influências díspares em músicas como ‘Tente Esquecer’ (bossa nova+chamamé), e ‘Atlântida Pantanal’ (reggae+guarânea). Pérolas da polca-rock, como ‘Colisão’ e ‘Terra Que Não é Minha’, também ganharam versões acústicas, além do trio revelar o lado folk em baladas como ‘Deixe o Tempo Ir’ e ‘Me Deixar Levar’.

Escute o disco no MELODY BOX

FAIXA A FAIXA

1 • Los Hermanos (Atahualpa Yupanqui)

‘Os Irmãos’ é uma canção do argentino Atahualpa Yupanqui (1908/1992) e que foi imortalizada pela ‘la negra’ Mercedes Sosa (1935/2009). O compositor escreveu ‘Los Hermanos’ durante o exílio na França e a canção foi perseguida pela ditadura militar argentina. A letra incentiva a união na luta contra o autoritarismo militar que se espalhou pelo continente sul-americano na década de 60. O trio interpreta a canção em português e espanhol.

2 • Anos Luz (Jerry Espíndola/Márcio De Camillo/Rodrigo Teixeira)

É a primeira canção assinada pelo trio. A música foi composta logo depois do terremoto no Oceano Índico, em dezembro de 2004. O tremor produziu uma tsunami que devastou a costa de países como Tailândia, Malásia, Indonésia, Sri Lanka e Índia. A triceria bebe na fonte da polca paraguaia, ritmo que está no DNA da música de Mato Grosso do Sul.

3 • Atlântida Pantanal (Jerry Espíndola/Adriano Magoo)

Os compositores Jerry Espíndola e Adriano Magoo mesclam nesta canção a guarânea e o reggae. A levada com apenas três violões e os vocais reforçam a influência da música paraguaia e trazem ar fresco para o ritmo jamaicano.

4 • Fala Bonito (Geraldo Espíndola)

Clássico de Geraldo Espíndola revisitado pelo trio. O reggae original se transformou em uma balada com toque de viola que resultou em um ‘pop brejeiro’.

5 • Deixe o Tempo Ir (Márcio De Camillo/Rodrigo Sater)

Balada com melodia fácil, rifes caprichados e um refrão empolgante. O trio explora o potencial vocal com sintonia.

6 • Aqui Agora Crianças (Geraldo Roca/Paulo Simões)

Hermanos Irmãos reverencia Geraldo Roca e Paulo Simões, importantes compositores de Mato Grosso do Sul. Interpretada por Márcio e Jerry com o acompanhamento apenas da viola, instrumento que foi usado originalmente na criação da música. Levada folk na viola caipira, influência vinda naturalmente do conterrâneo Almir Sater, que gravou a música em 1981.

7 • Fogaréu (Jerry Espíndola/Rodrigo Teixeira) 

Composição que aborda a destruição do meio ambiente. Um grito de alerta ecológico.

8 • Márgenes Nocturnas (Márcio De Camillo/Rodrigo Teixeira)

Cantada em português e espanhol, esta canção homenageia o Rio Paraguai, conhecido como o ‘caminho das águas’. Por ele chegaram em Mato Grosso do Sul todas as influências musicais vindas da Bacia do Prata e que o trio Hermanos Irmãos mistura em seu liquidificador sonoro.

9 • Colisão (Jerry Espíndola/Ciro Pinheiro)

Música de Jerry e Ciro Pinheiro que serviu de base para o surgimento do que se passou a chamar a partir dos anos 80 de ‘polca-rock’. Composta em 1985, a canção se mantém ainda como o que há de mais moderno na música pop sul-mato-grossense.

10 • Tente Esquecer (Jerry Espíndola/Rodrigo Teixeira) 

Harmonia de bossa nova costurada pelo ritmo ternário do chamamé e guarânea. Primeira música composta em parceria por Jerry e Rodrigo, reforçando a influência dos ritmos fronteiriços em seus respectivos trabalhos.

11 • Terra Que Não É Minha (Jerry Espíndola/Altair dos Santos)

Polca-rock em versão acústica do trio. A letra cita personalidades de MS, como as artistas plásticas Lídia Baís e Conceição dos Bugres, além do poeta pantaneiro Manoel de Barros e das etnias indígenas presentes históricamente no solo sul-mato-grossense, como terena, bororo, kadweu e guarani.

12 • Japonês Tem 3 Filhas (Geraldo Roca)  

Pérola do cancioneiro sul-mato-grossense composta na década de 70. A letra descreve a paquera de um bugre paraguaio com uma japonesinha. A letra em português traz palavras e expressões em japonês e guarani. O ritmo é da polca paraguaia. O trio adiciona a sonoridade da viola a canção!

13 • Hermanos Irmãos 

A canção que dá nome ao trio foi feita à ‘seis corações’. Os compositores Geraldo Roca, Marcio De Camillo, Rodrigo Teixeira, Jerry Espíndola, Rodrigo Sater e Paulo Simões sintetizam nesta letra a proposta do Hermanos Irmãos e reúne duas gerações de ‘cantautores’ sul-mato-grossenses.

14 • Me Deixar Levar (Jerry Espíndola/Márcio De Camillo)

Balada ternária que fecha o CD com a marca registrada do trio Hermanos Irmãos: sintonia nas cordas e nos vocais.

Contato: hermanosirmaos@gmail.com

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