PABLO CAPILÉ: ‘A galera de Campo Grande está acomodada e preguiçosa’

A sessão BERRANTE NEWS aqui do Matula Cultural não pára!

Esta matéria é uma tréplica de Pablo Capilé a reportagem de Vaguinho publicada pelo Matula Cultural. Como o Pablo quis responder a Vaguinho e o blog tem como principal objetivo debater a cultura de todo o Centro-oeste, nada mais justo do que ‘abrir os microfones’ para a tréplica do coordenador do Festival Calango e Espaço Cubo.

Quem quiser entender melhor a questão, que envolve a cena independente de Cuiabá e Campo Grande, é fundamental ler a matéria de Eduardo Ferreira com Pablo, depois a entrevista com Vaguinho e por último esta aqui.

Eu tenho muitas considerações e reflexões que pretendo colocar em um artigo futuro. Por enquanto, preferi escutar as alegações de Pablo Capilé para entender o lado cuiabano da questão.

Vamos a entrevista!

Rodrigo Teixeira – O que deflagrou a discussão toda, não se foi mal colocado ou não foi isso que vc quis dizer, mas é a história do Vaguinho atrapalhar a cena. Então acho que a gente pode começar por aí.
Pablo Capilé – Não foi mal colocado não, pelo contrário. Eu conheço ele há uns três ou quatro anos. E foi uma das pessoas que primeiro tive contato. Quem me indicou ele foi o Ivan da Blecaute, que é do movimento metal de Cuiabá, e já havia feito algumas coisas com o pessoal de CG. No primeiro Calango a gente trouxe o Tadeu Valério, da Paradoxx, até de forma meio ingênuo, pq achava q o movimento ainda passava muito pelo eixo. Então para o segundo Festival Calango a idéia era tentar integrar a galera do Centro-oeste. E nessa uma das pessoas que ia vir era o Vaguinho, pq era uma das pessoas que a galera tinha indicação que trabalhava no MS. Na época a gente estava começando mesmo na movimentação e o Ivan deu o toque que tinha o Vaguinho e tudo mais. Nessa entrei em contato com o Vaguinho e ele falou da galera da Monstro, que ele já havia trampado e que seria uma boa também chamar e chamei. Para completar tinha q chamar alguém de Brasília tb e tinha vindo um cara de teatro q tinha banda em Brasília, me passou o contato do Xavier, peguei o contato do Ulisses e trouxe os para o Calango de 2003 naquela idéia de fazer a movimentação no Centro-oeste.

Rodrigo – Mas o Vaguinho ajudou então você nestes contatos iniciais.
Pablo – Operacionalmente, se ele ajudasse ou não, iria entrar em contato com esta galera. Numa tendência operacional do movimento. A Monstro está em Goiânia, o Porão em Brasília, alguém iria em determinado momento me colocar ou eu já ia entrar em contato operacionalmente, pq quanto mais o movimento aqui crescesse, mais iria tentar se vascularizar. O que aconteceu foi que naquele momento q eu estava na busca de alguém do Centro-oeste eu entrei em contato com o Vaguinho, eu ia continuar minhas pesquisas, mas neste meio tempo ele me deu o toque da Monstro. Mas ia chamar alguém de Brasília, Goiânia e Campo Grande. Quando começasse a buscar informações de Goiânia, quem iria achar de destaque ali seria a Monstro. Iria na internet, acharia o telefone dos caras e iria entrar em contato. Então para mim é muito forte ‘nós que colocamos o Pablo no circuito!’. Pq eu achava este telefone na internet. Era normal isso acontecer. ‘Colocar no circuito’ é muito trabalho.

Rodrigo – Mas o fato dele estar produzindo já há um tempo isso não ajudou? Ele ter te dado os toques, te indicado algumas pessoas e tal não é demérito nenhum.
Pablo – Não é. Mas o lance é que eu iria estar fazendo um grande festival aqui bancando tudo. É óbvio que a galera da Monstro ia vir, independentemente do contato do cara ou não. O contato do Porão, que era muito maior na época, não precisei de ninguém na interlocução. Liguei direto e o cara veio. Era de interesse da Monstro estar participando desta cadeia produtiva que estaria consumindo ele tb. Independe de quem fizesse esta ponte a coisa ia acontecer. Então é muito complicado, míope e pretensioso achar que colocou a gente no circuito.

Rodrigo – E porque você disse que ele não estava mais sendo parceiro e tinha chegado à conclusão que ele estava atrapalhando?
Pablo – Não é nem a questão de ser parceiro. Na verdade a gente começou a estabelecer alguns intercâmbios e aí ele coloca até que levou muito mais banda de Cuiabá do que a gente trouxe grupo de CG pra cá q é uma balela. Só este ano que ele conseguiu levar um pouco mais. Pq durante todo este período da nossa parceria sempre Cuiabá q foi trazendo mais bandas, principalmente para grandes eventos, o Astronauta Elvis, Impossíveis, o Leenux, Dimitri Pellz, tem outra banda q esqueço, mas a gente trouxe umas cinco ou seis bandas de CG. E fomos estabelecendo algumas parcerias de intercâmbio, sempre eu propondo para ele a gente tentar estabelecer uma parceria até um pouco maior, para mostrar em CG o q estava acontecendo em Cuiabá, discutir política pública mesmo, tentar um trabalho de pressão maior junto ao poder público, tentar fazer funcionar em conjunto os fóruns de música, distribuição em conjunto… Pensar a cadeia produtiva mesmo! E em determinado momento ele veio para Cuiabá e aqui ele foi se alinhavando no que existia contra nós. Pq na verdade a galera não conseguia entender como grupo político. Era tipo nós contra o monopólio do Espaço Cubo.

Rodrigo – O que está me parecendo, escutando todos falarem, é que você tem mais acesso ao secretário ou a secretaria de cultura e conseguem mais coisas q as outras pessoas. Pode ser por aí que você começa a incomodar os outros?
Pablo – Mas esta é a argumentação do preguiçoso. Para mim o Vaguinho é um grande de um preguiçoso. E muitos dos argumentos que ele usou na entrevista com você são argumentos de preguiçoso.

Rodrigo – Mas não foi nem ele, eu digo isso mais pelas pessoas de Cuiabá nos comentários!
Pablo – Mas qq um, pode me citar quais são os nomes que eu posso colocar para vc q cada um desses é preguiçoso. Por quê? Porque em uma terra de produtor de soja, onde o governador é o maior plantador de soja do mundo, não vai chegar lá, falar que vc é roqueiro, e q vc está movimentando a cultura alternativa e a cultura urbana e ele vai olhar para vc e dizer ‘q legal isso aí. Toma 100 mil reais para vc fazer o festival calango’. É impossível. Alguém que tem o mínimo de noção de realidade vai saber que pra gente ter conseguido este acesso a verba pública é pq a gente fez um trabalho de base. A gente vem trabalhando a quatro anos dentro do Fórum Permanente de Cultura, organizando o Fórum da música, colocando os músicos para debater políticas públicas e a gente foi se inserindo neste debate e conseguindo preencher determinados espaços que foram conquistando o apoio do poder público. Vc vai mostrando o que é uma cadeia produtiva, vai mostrando que gera emprego e renda e tudo isso é um trabalho muito difícil. Não é para qq um. Neguinho enxerga muito o umbigo. É legal organizar evento, levar a galera para assistir ao seu evento, mas na hora de discutir política pública neguinho fica chorando quem tem neguinho que capta mais verba do que outros.

Rodrigo – Vc não monopoliza as verbas então? A maioria não cai para você e o que cai é porque você conquistou. É isso que vc está falando?
Pablo – Não. Não é que eu conquistei. A cultura alternativa conquistou. Até então a verba pública aqui era para sertanejo e para rasqueado. A galera não entende que existem muitos objetivos comuns que o Espaço Cubo conseguiu conquistar para a cultura alternativa. Em primeiro lugar, não é um investimento no Espaço Cubo, mas cultura alternativa. O Espaço Cubo foi o primeiro aqui que conseguiu sensibilizar o poder público na necessidade de se investir na cultura urbana. Senão até hj a gente ia estar vendo investimento em Claudinho, Henrique e Pescuma e no máximo que iria vir para a cultura alternativa seria um cdzinho ou outro. O Festival Calango ganhou o status de maior festival do estado. Não é fácil vc transformar um estado de maior produtor de soja que sempre foi dominado pela música sertaneja num grande representante da música independente do rock’n roll e da cultura alternativa com um festival que é hoje o quarto maior festival independente do país. Então é miopia achar que a gente monopoliza a verba porque a verba vem para a cultura alternativa e todo mundo consegue usufruir do reflexo do investimento disso que acontece.

Rodrigo – Aqui no MS a gente tem uma discussão grande em termos do Fundo de Investimento a Cultura e sempre tem esta gritaria que uns conseguem mais que outros… Você acha que neste sentido então existe uma discussão pública que consegue distribuir a renda de maneira legal?
Pablo – Acho que existe um avanço gradativo na forma que os conselheiros atuam hoje dentro do Conselho Estadual de Cultura. Até quatro anos atrás os conselhos eram muito corporativistas e fisiologistas. Nas últimas eleições a gente conseguiu, dentro de um processo dialético com toda a classe cultural, colocar conselheiros que eram bem mais progressistas que os anteriores. Falta em Cuiabá é disposição das pessoas elaborarem bons projetos e fazer com que estes bons projetos sejam assimilados pelo poder público e pela sociedade civil organizada. Não adianta vc só escrever um projetinho, mandar lá e achar que a coisa toda vai acontecer. Tem que ter um histórico bacana de ações promovidas no cenário e ir conquistando espaço para mostrar a importância do poder público estar investindo.

Rodrigo – Você está pedindo uma profissionalização maior de todo mundo. Ser mais profissional.
Pablo – Todo mundo que trabalha em qq segmento do setor cultural tem que pensar em planejamento e gestão, independe pra onde vc quer partir. Principalmente com o poder público. Pq ai vc vai estar utilizando mal aquilo q é público. Tem que estar cada vez mais planejado e ter uma gestão que se vasculariza muito. Porque a gestão do Espaço Cubo não morre no Espaço Cubo. Hoje a gente já conseguiu encabeçar o circuito fora do eixo que envolve mais de 10 estados. O Espaço Cubo já vem conseguindo ser exemplo para movimentações no Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Goiânia… Em uma série de estados que hoje eu posso passar o contato de cada um dos organizadores que eles vão te falar como q a gestão do Espaço Cubo conseguiu fazer com que eles se antenassem para determinadas questões que eles tinham de desenvolver nas suas cenas e hj todo mundo está conseguindo se integrar muito mais. Todo o investimento do poder público lá no Calango facilitou nervosamente o surgimento do circuito fora do eixo. A contrapartida que a gente traz para o poder público também é bem grande. Hoje a cena cuiabana ela é extremamente pulsante. Nós temos o Vanguart, uma banda de Cuiabá, indicada para o VMB e recebendo propostas de gravadoras do país inteiro. Temos o Macaco Bong, o Revoltz, o Fooghes rodando o país! São quatro bandas que já estão dentro do circuito. É difícil vc ter um estado tão longínquo com quatro bandas no circuito. Goiânia que está com seis ou sete bandas no circuito, mas está no 12º Goiânia Noise e nós estamos no 4º Calango apenas. Então os trabalhos que foram desenvolvidos nestes 4 anos foram fundamentais para esta coisa toda acontecer. para a banda ter uma estrutura q pudesse impulsioná-la para ela poder fazer este circuito. E para que surgisse tb um circuito integrado de estados, principalmente do Centro-oeste e do Norte. E é neste momento q eu falo que a galera de MS é sim acomodada e é sim muito preguiçosa, porque não sou que tenho que ficar buscando MS se já estou conseguindo me integrar com 10 estados. Nós estamos aqui do lado e como que MS não busca MT sabendo que MT está com uma política de cadeia produtiva muito mais avançada e conseguindo se vascularizar por uma série de estados do país. E o Vaguinho, sendo o grande contato do MS fora do MS em relação a cena independente, ou ele está fechando o olho para isso para ser protecionista e manter a cena envolvida que é o método dele ou ele é muito míope que não consegue enxergar a necessidade de MS buscar estes outros estados para conseguir se integrar nesta cadeia tb. Então o momento que eu falo q ele está atrapalhando é no momento q ele não está conseguindo fazer com que a galera aí visualize a necessidade se integrar com esta movimentação. Ele como uma das lideranças deste movimento aí teria de ser o primeiro a alertar a galera da necessidade de estar se integrando. Por que se a gente consegue se vascularizar com 10 estados e naum consegue trocar com CG e CG não troca com ngn. Quem está pensando mais coletivo? Quem que está preocupado com picuinha? Não sou eu, que hoje consigo estar na Abrafin – Associação Brasileira dos Festivais Independentes, e estamos envolvidos com tantos festivais e todos integrados juntos.

Rodrigo – O contato que você tinha aqui, que era o Vaguinho, não funcionou então?
Pablo – O único contato que se pré-dispôs a desenvolver ações conjuntas com a gente foi o Vagner. Era o contato que eu tinha em CG. E a movimentação está aí. Nós temos vários veículos de comunicação que mostram esta movimentação acontecendo. Nós temos orkut, nós temos email, a internet q facilita tudo e nenhum outro produtor da cultura alternativa de Campo Grande buscou estar querendo se inserir nesta movimentação. Então se eu só to conseguindo enxergar o Vaguinho é o contato direto e morou aqui em Cuiabá e estava vendo tudo… pq ele era um cara que acessava o blog todos os dias e sabia como a coisa estava acontecendo. Ele se alinhavou com quem não concordava com alguns alguns projetos que a gente desenvolvia e preferiu não abrir estas portas para a galera de CG entender a necessidade de se integrar.

Rodrigo – Mas te confirmo que não rolou nenhuma notícia do Festival Calango em CG. Nem nos sites, nem no Correio do Estado, q é o principal, pq sei de pessoas que iriam atrás do Calango. Acho que vc está coberto de razão, mas te informo que o festival não rolou em mídia nenhuma aqui…
Pablo – Não rolou o Calango na mídia alternativa lá em Teresina, no Piauí, e recebemos material de Teresina. Sergipe a mesma coisa. Então se as pessoas não se predisporem de participar desta cadeia produtiva e ficar esperando que a informação chegue nelas é complicado. Tinha matéria do Calango no Senhor F, no Trama Virtual, na Dynamite, no Espaço Cubo bog e em tudo quanto é lugar. Tem vários sites que são acessados por todos que querem se atualizar. Se a galera de CG não conseguiu enxergar que o Festival Calango iria estar rolando é muita preguiça! Pq de Sergipe conseguiu ver e neguinho que mora há 600 km daqui e um cara que morou aqui e sabia as datas. Eu discuti calendário com o Vaguinho sentado em uma mesa do Chopão. Ele sabia q o Festival Calango ia estar rolando, das prévias e tudo mais. Então se a pessoa q estava aqui não conseguiu transmitir a idéia aí e se a galera de CG não conseguiu enxergar que a coisa estava rolando é muito complicado.


Rodrigo – Mas Pablo, mas vou te pedir de que no próximo Calango vc amarre isso não só com o Vaguinho. Por que tem muita banda aqui, que não necessariamente são do metie do Vaguinho, como Olho de Gato, Filho dos Livres, Bêbados Habilidosos, Cabaleros, Falange da Rima…

Pablo – Eu imagino que tenha mesmo. Mas como em outros estados estamos sempre abertos aos produtores dos estados estarem buscando a nossa movimentação. E tentamos… buscar estes produtores, mas é difícil. Mas CG já poderia estar buscando uma proximidade muito maior com o que acontece aqui em MT. Estava pensando quando li a entrevista do Vaguinho. Tipo falar que a cena de CG é muito mais quente pq tem balada de quinta a domingo é outro grande equívoco. Pq a balada de quinta a domingo é conseqüência, não é a causa. Para ter uma cena que realmente pulsa tem que ter um trabalho de base. O que adianta vc ter uma cena de quinta a domingo se esta cena não consegue trocar com o que está acontecendo de melhor na música independente nacional? Hoje a nova cara da música brasileira passa pelos festivais independentes. Há anos que você não vê uma banda de CG participando dos festivais independentes.

Rodrigo – Mas não é porque não está no festival que é ruim.
Pablo – Não estou falando que é ruim. Mas o que adianta a boa ser boa se ela não sabe se distribuir. Participar de festival é processo de distribuição e circulação. Não adianta ser bom e tocar só para o público de Campo Grande. Dentro deste processo de integração de cadeia produtiva pensar que uma banda boa tem que ficar tocando só em CG. É mesma coisa o Vanguart só ficar emn Cuiabá. Não to falando que as bandas são ruins não. To falando que a preguiça faz com que os produtores não consigam visualizar. Pq a única justificativa que tenho para isso é preguiça. É não querer se antenar mais, se dedicar mais. Pq se você se dedicar um pouquinho mais, você vai ver o tanto que Campo Grande está atrás de outros cenários do país. Pode ter uma cena rolando legal e pá, mas não consegue se articular. A última banda que tocou em festival independente foi o Astronauta Elvis no Goiania Noise há anos atrás…

Rodrigo – O Bando do Velho Jack lá no Bananada este ano!
Pablo – Certo, mas o Bando é como a Strauss aqui. É uma banda que não dá para vc falar que está partindo do processo de renovação. Em Cuiabá nós temos cinco bandas no circuito, sendo que são grupos nem de 2 anos de estrada. O Bando tem 15 anos, 16 anos, já era para estar participando destes festivais há muito mais tempos. Depois de 16 anos de banda que foram tocar no Bananada.

Rodrigo – O pessoal é lentinho aqui mesmo… rsss Mas estava pensando agora. Para o Festival América do Sul nós recebemos inscrições de quase ninguém também de Cuiabá. E não é pq não recebeu que vocês são preguiçosos. Pode ser tenha algo neste link aí que esteja errado mesmo.
Pablo – Mas se vocês não tivessem tocado em Cuiabá, mas tivesse tocado em qualquer outro, o MADA, eu não ia chamar vocês de preguiçosos. Uma coisa é uma cena que está tocando em Natal, no sergipe, no Rio Grande do Norte, Pará, Acre, Amazonas, Tocantins e outra é uma cena que não sai daí. Não é pq eu nçao mandei material para vocês q eu sou preguiçoso mesmo, mas se eu não tivesse mandado nem pra vocês e nem pra ninguém, com certeza eu iria aceitar a capa de que estou pensando pouco na história, não to conseguindo enxergar o que está acontecendo no Brasil inteiro e como que tem quase uma década que uma banda nova nossa não toca em um festival independente. Tipo, eu adoro o Bando, acho uma puta banda e nem quero desmerecer o trabalho dos caras, mas tipo tantos anos depois de banda é foda vc falar de perspectivas futuras de uma banda como O Bando. Para estar no circuito, rodar o país… não existe renovação? É uma diferença gritante para Cuiabá. Além de falar do circuito fora do eixo. Como que a galera de CG não conseguiu assimilar a existencia do circuito fora do eixo? Mato Grosso do Sul não está no circuito nacional. Isto é fato. As coisas não estão saindo do MS, as bandas não estão conseguindo circular, o estado não consegue se vascularizar. E na hora que eu coloquei que o Vagner atrapalhava é que ele se coloca como articulador de MS nos intercâmbios dos outros estados. E se ele se coloca como este articulador nos outros estados ele não está fazendo que a galera de MS visualize o quão as bandas poderiam estar em outro estágio se conseguissem enxergar a movimentação que está rolando. E ele faz pensar que o que está rolando aí já está bom e que Cuiabá que não é legal. E isso é miopia tremenda e na hora que a galera acordar e ver o tanto que Cuiabá está na frente, no sentido de conseguir se integrar e isso impulsione a cena cuiabana 10, 15, 20 bandas nos próximos anos e que este quinta a domingo de MS não vai fazer com que ninguém saia além do Bando do Velho Jack q tem 20 anos a galera vai entender o porque que o Vaguinho atrapalha.

Rodrigo – Qual as próximas ações do Espaço Cubo?
Pablo – Tem o Grito Rock, um simpósio de comunicação alternativa, tem o filme da Lenita que é feito pelo Próxima Cena, q é nosso grupo de apoio ao audiovisual, oficinas e workshops relacionados a Volume que nosso grupo de apoio a música… Estamos consolidando cada vez mais o Cubo Cards, agitando um trabalho de sistematização dele pós-calango para a gente conseguir q ele vá cada vez mais para a rua e consiga fazer girar todo este processo de cadeia produtiva q temos aqui. Outra coisa é tentar achar outros multiplicadores em Campo Grande que possam estar participando destas ações junto. A gente total interesse de CG estar no circuito.

Clique AQUI para a Parte II da entrevista com Pablo Capilé

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