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Selecionados FIC/MS 2008
Março 31, 2008, 1:43 pm
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arte em processo

arte em processo

Atenção comunidade artística de todo Mato Grosso do Sul!!!

Foi publicado no dia 01 de abril de 2008 no Diário Oficial de MS a relação dos 37 projetos contemplados no Fundo de Investimentos Culturais (FIC) de Mato Grosso do Sul.

Confira abaixo a relação completa
(Nome do Projeto / Proponente / Executor / Valor do Projeto)

01 | Expedição Fluvial Folguedo das Monções e Festas das Monções | COINTA | COINTA | R$ 87.414,50

02 | Artesanato em Cerâmica- Geoparque Serra da Bodoquena | Gilson Rodolfo – R$ 29.497,00

03 | Obras Completas de Hélio Serejo | Instituto Histórico e Geográfico de MS | R$ 66.660,00

04 | CD Balaio Jazz | Alexander de Andrade Cavalheri | R$ 13.650,00

05 | 19º FEGAMS | CTG Nova Querência | R$ 38.516,80

06 | Aurélio Miranda – 35 Anos de Viola | Aurélio Bispo Miranda | R$ 21.000,00

07 | 2º Festcamp/MS – Festival Nacional de Teatro de Campo Grande | Associação Artística Cultural Palco de Artes Cênicas, Esporte, Lazer e Promoção Social | Espedito Pedro da Silva | R$ 82.900,00

08 | Apoio a Banda Municipal de Rio Brilhante | FUNCERB | FUNCERB | R$ 5.133,70

09 | 10º Concurso Nacional de Fanfarras e Bandas | FUNDAC | FUNDAC | R$ 55.000,00

10 | CD Paixão Pantaneira / Banda Velho do Rio | Paulo Cesar Bergonzi | R$ 15.690,00

11 | Artesanato em Fibra | Associação dos Artesão e Trabalhadores Manuais de Bonito | Bárbara Eunice de Andrade Souza Gomes | R$ 3.857,83

12 | Festa Agostina 2008 | Prefeitura Municipal de Douradina | R$ 30.000,00

13 | Banda de Música 11 de Outubro | Associação de Pais de Mestres Escola Estadual 1º Grau 11 de Outubro | R$ 6.596,00

14 | CD Anderson Rocha | Anderson Martins da Rocha | R$ 3.700,00

15 | Cerrado Pantaneiro | Deive Dener Cespede | Manoel Meireles Neto | R$ 17.955,00

16 | Coperart – Capoeira, Educação e Arte | Nilmar Bogue Recalde | R$ 6.533,67

17 | Ciclo de Concertos: Coral da UFMS e Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande | Manoel Câmara Rasslan | R$ 43.308,00

18 | Curso de Produção Musical | Demétrius de Oliveira Hernandes | R$ 14.888,00

19 | CD Giselle Sater | Giselle Beatriz Melke Sater | R$ 22.700,00

20 | DVD Impossíveis 15 Anos | Rodrigo Reis Lobo de Rezende | Wagner Farias Gonçalves | R$ 20.427,00

21 | Troncos Pantaneiros / Beth e Betinha | Luís Manoel Andrade | R$ 59.690,00

22 | Estruturação de Oficinas de Dança, Música e Declamação e Palestras sobre as culturas gaúcha e sul-mato-grossense paramanter os trabalhos artísticos do CTG Querencia da Saudade / Ponta Porã | Márcio Benites Flor | CTG Querencia da Saudade | R$ 15.280,00

23 | Falange da Rima | Claudinei da Silva Souza | R$ 11.392,50

24 | Os Pioneiros – A Origem da Música Sertaneja em MS | Rodrigo Teixeira Gonçalves | R$ 27.200,00

25 | João Augusto Lopes | João Augusto Lopes | R$ 4.400,00

26 | Memória Digital da Coleção Cia. Mate Laranjeira | Fernando Pissuto Trevisan | Fabiane Medina da Cruz | R$ 15.399,00

27 | MS Street Dance Festival – 2º Edição | Edson Clair Moreira Junior | R$ 35.390,00

28 | Música em Mato Grosso do Sul | Maria da Glória Sá Rosa | R$ 69.400,00

29 | O Argonauta | Evelyn Bendo Lechuga | R$ 20.000,00

30 | Solo para Palavras e Sanfona de Brinquedo | Julyana Moreira da Silva | Emmanuel Marinho do Nascimento Filho | R$ 22.000,00

31 | Projeto Nabatida | Olympio Luiz de Azambuja Neto | R$ 28.518,00

32 | Teatro Popular em Circuito MS | Maria Cristina Moreira de Oliveira | Grupo Teatral Amador Campo-grandense | R$ 33.000.00

33 | Quinteto Haendel – 14 Anos de Música e História | Paulo Cesar Silva | André de Lima Oliveira | R$ 19.905,00

34 | A Arte dos Índios Kaiowa da Reserva Indígena de Dourados/MS – Transformações e Permanências Uma Expressão de Identidade e Afirmação Étnica | Lelian Chalub Amin Paschoalick | R$ 7.000,00

35 | A Questão Agrária no MS – Uma Visão Multidisciplinar | Rosemeire Aparecida de Almeida | R$ 9.060,00

36 | Tributo a Plinio Marcos | Dois Perdidos Numa Noite Suja | Emmanuel Maier Rotilli | R$ 26.938,00

37 | Viva a Música em Aquidauana | Associação Cultural Santa Clara | R$ 20.000,00

Total R$ R$ 1.000.000,00



Série Audioentrevista 01 • GUILHERME RONDON
Março 28, 2008, 5:50 pm
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Entrevista com o compositor sul-mato-grossense Guilherme Rondon!

O bate-papo aconteceu no apartamento do músico na Capital de MS.

* Publicada no jornal campo-grandense O Estado de MS.



Caetano Veloso: pura referência
Março 24, 2008, 2:35 pm
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Caetano Veloso jogou várias influências em seu liquidificador sonoro para criar Prenda Minha. No novo disco, lançado pela PolyGram, o artista escolheu apenas as canções do show Livro Vivo que não estavam incluídas no disco Livro, seu último trabalho em estúdio. Gravado em setembro no Metropolitan, no Rio, o álbum traz um trecho recitado do livro Verdade Tropical, novas versões para músicas demasiadamente gravadas – Terra e Odara -, um toque de Fina Estampa com a releitura em espanhol para Mel e ainda uma interpretação de Prenda Minha, pérola anônima do folclore gaúcho que desvenda as intenções de Caetano: homenagear, citar e lembrar influências.

A faixa-título do novo CD foi gravada em 1962 por Miles Davis e Gil Evans no bossa-novístico LP Quiet Nights, batizada de Song Number 2, e que um dos maiores trompetista de todos os tempos não teve pudores em afirmar que era o autor. Com a voz substituindo o trompete, Caetano canta com sotaque gaúcho caricaturado e, num arranjo que lembra a canção que abre o álbum americano, busca “devolver” a música ao domínio público. Pretensões à parte, a linha que realmente conduz o novo CD são as homenagens a vários artistas: Jorge Benjor, com Jorge de Capadócia, que Caetano havia gravado em 1975, Tom Jobim, com Meditação, Chico Buarque, com Carolina, e Peninha, o brega preferido do cantor, com Sozinho. Sem deixar de cair no lugar-comum ao venerar João Gilberto com Saudosismo, Caetano escancara a admiração por Gilberto Gil.

Além de recitar o trecho de seu livro Verdade Tropical em que lembra como a sua mãe – Dona Canô – referia-se a Gilberto Gil, o cantor resgata a inédita Bem Devagar, que Gil compôs na adolescência, e Drão, numa versão acústica de arrepiar. Maria Bethânia também ganha um afago. Caetano presta homenagem à irmã com duas músicas que ainda não havia interpretado: Esse Cara – que ganhou arranjo belíssimo – e Mel, parceria dele com Wally Salomão, cantada em ritmo de rumba e com letra em espanhol de Willie Cólon. Outra que Caetano nunca tinha gravado é o funk Linha do Equador, parceria dele com Djavan.

No entanto, o contra-senso é que a sonoridade do novo CD é baseada no anterior, que serve de base para o espetáculo que resultou no novo trabalho. Os arranjos de metais e cordas ao estilo Gil Evans e uma percussão com forte sotaque baiano estão presentes, embora o repertório de Livro não apareça. Apesar de deixar claro que ainda passa por um momento de pouca inspiração desde o lançamento de Livro, disco que Caetano reconhece ter feito “nas coxas”, o compositor prova sua genialidade como intérprete e que finalmente atingiu o ápice como cantor.

* Publicado em 24/11 /98 pela Cult Press/Carta Z Notícias



Mandioca Loca na Concha Acústica
Março 24, 2008, 2:35 pm
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Tremeu o chão da Concha Acústica Helena Meirelles no último domingo (23/03/2008)!

O quinteto Mandioca Loca foi uma das atrações do evento que superlotou a concha no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande (MS).

Aproximadamente três mil pessoas foram prestigiar o evento “Arte, Cultura e Turismo” com Mandioca Loca, Filho dos Livres e Olho de Gato/Beth e Betinha.

Promovido pela Fundação de Cultura de MS em parceria com a Fundação de Turismo de MS, o show foi para escolher – através de voto do público – quem vai representar o Estado no Salão Nacional do Turismo que acontece em junho em São Paulo.

O Mandioca Loca é Rodrigo Teixeira (violão e vocal), Anderson Rocha (guitarra), Fernando Bola (bateria), Alex Mesquita (baixo) e Alex Cavalhieri (teclados).

No final do show, ainda sob o efeito da adrenalina provocada pelos 40 minutos de “pau dentro” (sorry!), o vocalista Rodrigo Teixeira se exaltou e disse palavras inapropriadas para as crianças e criançonas que estavam assistindo inocentemente o evento. Uma lástima!

Mas isso é apenas rock’n roll!

* No dia 13 de abril o Mandioca Loca é a atração do Som da Concha. Abertura de Jeniffer Magnética!

Até lá!



Cult Press 08 – A baqueta livre de Tutty Moreno
Março 18, 2008, 2:50 pm
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Tutty Moreno jamais toca duas vezes uma música da mesma maneira. O baterista baiano, que já gravou em álbuns de artistas como Hermeto Pascoal, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Chico Buarque, entre outros, é fiel à ideologia original do jazz: improvisar a cada compasso. A teoria está aplicada no segundo disco de Tutty – Forças D’Alma. O novo CD inaugura o projeto da Secretaria de Cultura da Bahia de lançar instrumentistas baianos com tendências jazzísticas e traz dez faixas. Todas gravadas no Teatro da ACBEU, em Salvador, como se fosse um show sem platéia.

Foram três sessões de gravações com apenas dois dias de ensaio“, revela Tutty, que viveu na capital baiana até os 21 anos e depois foi morar no exterior. “Troquei experiências com músicos de Londres, Los Angeles e Nova Iorque antes de parar definitivamente no Rio“, lembra o baterista, integrante do Quarteto Livre.

Nas sessões de gravação ao vivo, o baterista fez questão de não ficar preso a arranjos escritos em partituras e deixar os instrumentistas livres para criar. “Já nos ensaios as canções recebiam versões diferentes. E uma concepção contrária à da música atual, toda padronizada“, compara Tutty. O baterista testou várias formas de tocar. Como o projeto previa, Tutty formou uma orquestra de cordas com sete instrumentistas baianos. O músico também contou com a participação da mulher, a cantora Joyce, em duas faixas. “Já tinha o título e pedi para ela compor Forças D’AIma“, afirma o baterista, que também gravou com a mulher o baião Baracumbara.

Mas a espinha dorsal do repertório do CD é construída com canções de Dorival Caymmi, já que o projeto previa que a maioria das faixas do disco teria de ser de compositores da Bahia. “Era para só ter músicas do Caymmi. Mas houve problemas com as editoras e algumas tiveram de sair“, lamenta Tutty. Além das quatro faixas de Caymmi – A Lenda do Abaete, Só Louco, João Valentão e A Vizinha do Lado -, o baterista incluiu duas de Luiz Eça – Alegria de Viver e Imagem, parceria com Aloísio de Oliveira -, outra de Egberto Gismonti – Sanfona -, e a excelente Samba Novo, de Durval Ferreira e Newton Chaves. “Para fazer este disco, precisava de músicos que além tocar bem, tivessem a mesma concepção musical que eu“, observa Tutty.

Para os sopros, resolveu chamar Nailor Proveta, indicado em 97 para o Grammy na qualidade de líder da big band paulista Mantiqueira. Como queria um baixista com afinidade e, ao mesmo tempo, independência para não ficar o tempo todo ligado na levada da bateria, convocou Rodolfo Stroeter, que conhece há 20 anos. Quem já estava com vaga garantida era o pianista e arranjador André Mehmari, que Tutty conheceu em 97 no projeto Arranjadores, em São Paulo, onde o músico o impressionou com uma versão para Insensatez, de Tom Jobim. “Enlouqueci quando ouvi o André. Foi o primeiro que chamei“, confessa o baterista, que incumbiu o pianista de 20 anos dos arranjos de cordas e regência.

Ao escutar “Forças D’Alma” – que vai ser lançado pelo Pau Brasil e também pelo selo londrino Far Out Records -, é evidente as influências de jazzistas como Charles Mingus e da bossa nova carioca dos anos 60. Aliás, foram bateristas como Edson Machado, Dom Um Romão, Airton Moreira e Milton Banana que mais fascinavam Tutty. “Mas eles tiveram de sair do Brasil para ter algum reconhecimento e hoje ninguém os conhece. A música instrumental brasileira foi esmagada por modismos“, desabafa Tutty.

Além de seguir a meta de “desconstruir para reconstruir“, compartilhada por mestres como o baixista Charles Mingus, Tutty fez questão de subverter a harmonia das músicas e não cair no lugar-comum de arranjar as canções no estilo padrão, alternando o tema com improvisos. “Padrão qualquer um no mundo faz“, provoca o baterista.

* Publicado por Cult Press/Carta Z Noticias em 24/11/98