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Uma homenagem ao músico Alex Batata, o maior roqueiro de todos os tempos de Big Field!
Alexandre Sodré, o Batata, era mineiro de Uberlândia, mas veio para Campo Grande ainda adolescente. Cruzei com ele lá por 1985, no festival estudantil Festin, no ginásio da UCE. Ele defendia Canteiros, de Fagner/Cecília Meireles, lembro bem. Eu tocava baixo na banda que acompanhava os candidatos. Depois nos cruzávamos no histórico bar Nagibão, que foi o verdadeiro centro cultural campo-grandense na década de 80, mas isso é outra história!
Alex acabou entrando para o Alta Tensão! Depois fundou o Jack Daniel’s, que depois virou O Bando do Velho Jack! É isso?
O Batata tinha um trabalho paralelo, o Via Crucis, que eu tive a honra de participar tocando baixo. Foi a época em que Batata foi tentar a vida em São Paulo, depois de passar por Cuiabá… Ele enfrentou uma barra, foi morar no Brás! Isso foi em 1993 e eu tocava na banda Os Fenícios. Com o Via Crucis chegamos a tocar em Guararema (SP), em Mogi das Cruzes (SP), em Itajuba (MG)… a formação era eu no baixo, Batata na guitarra e voz e Sergio Facci na batera. Altas histórias e imagens que ainda não saem da minha cabeça! Mas isto é para outra ocasião!
Alex voltou então a morar em Campo Grande e eu segui pro Rio de Janeiro. Ele sempre foi bom de barzinho. Tocava bastante, até porque tinha que sobreviver. Eu ficava espantado como ele decorava tanta letra de música. E repertório era muito variado. Podia tocar a noite inteira. Levantava a galera geralmente.
Meu último encontro com o Batata foi nestas férias de 1997 que vim passar em Campo Grande. Lembro dele escondido atrás de uma árvore ali na frente da Rock Show, na Afonso Pena, com um chapéu daqueles de bruxo. Bem grande. Nos últimos papos me falou queria investir em um trabalho autoral e parar de tocar cover. Estava cheio de músicas novas e idéias!
Não vou mentir. O cara faz uma falta danada. E na boa, tava cantando uma barbaridade! Maduro. Afinado. É só escutar as faixas do Jack Daniel’s (While my guitar gently weeps, Not fade away, Hoochie coochie man, Born on the Bayou e Layla). Petardos sonoros! Solos inspirados, cozinha sólida e uma aula do que é ser um cantor de rock.
Aliás, este registro merecia um disco separado, pois tem mais faixas gravadas. Na verdade tirado de um O Som do Mato, programa da TVE Regional (extinta no momento, mas isto é outra história!)
A foto lá de acima foi tirada em uma reunião na casa da minhã mãe Malu. Três dias depois, em junho de 1997, foi assassinado covardemente em um bar de Campo Grande.
Muita saudade!
* Quem quiser escutar o som do Batata clique AQUI!
* Quem tiver foto do Batata, poster ou qualquer outra imagem pode postar no banco de cultura para a gente fazer uma homenagem para a esta figura inesquecível da história da música urbana de MS. E tag Alex-Batata!
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Vou começar a postar fotos de artistas e shows de MS. A intenção é ir formando um banco de imagens, registrando quem faz a música sul-mato-grossense e as apresentações que rolaram em décadas de sonzeira.
A série vai se chamar A MÚSICA DE MS E SEUS MÚSICOS MARAVILHOSOS!
A foto 01 registra os músicos Caio Ignácio e Rodrigo Teixeira. A autoria é de Ramona Rodrigues.
A sessão rolou em 1990, no Centro Cultural José Octávio Guizzo e redondezas, no centro de Campo Grande, quando ainda havia os trilhos do Trem do Pantanal.
Estas fotos foram tiradas de propósito, mas sem nenhuma produção. Eu e Caio estávamos atrás da sonoridade da música urbana de MS e, na época, fundamentando o que veio a se chamar de polca-rock.
Aproveito e coloco em anexo mais fotos da sessão que rolou numa tarde ensolarada, com direito a trem passando no Centro, jorrar água pela boca e muita diversão!