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O “Vídeo Índio Brasil” vai acontecer em Campo Grande, Dourados e Corumbá (MS) entre os dias 23 e 29 de junho de 2008.
PROGRAMAÇÃO
CINECULTURA
DIA 23 (SEG)
19h – SOLENIDADE DE ABERTURA
20h – Exibição do filme: PÏRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO
21h30 – APRESENTAÇÃO DA DANÇA DA EMA – Aldeia Água Bonita / Terena (MS)
21h45 – COQUETEL
DIA 24 (TER)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA PARA OS POVOS INDÍGENAS
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
EM TRÂNSITO – A SAGA DOS MANOKI NGUNÉ ELÜ – O DIA EM QUE A LUA MENSTRUOU QUE PAÍS É ESTE
Após a exibição, debate com os diretores Elton Rivas (MT) e Maria de Lourdes (MS).
20h – Mostra Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro
JURUNA – O ESPÍRITO DA FLORESTA
Após a exibição, debate com o diretor Armando Lacerda (DF), Diogo Amhó Juruna / Xavante (MT) (filho do ex-deputado Mário Juruna), cacique Aniceto Tsuezawére / Xavante (MT) e José Maria Paratsé / Xavante (MT). Mediação de Rodrigo Teixeira – Jornalista (MS).
DIA 25 (QUA)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: A IMAGEM DOS POVOS INDÍGENAS NA MÍDIA BRASILEIRA
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
A FESTA DO KIKIKOI HUNI MEKA – OS CANTOS DO CIPÓ
Após a exibição, debate com a diretora Juracilda Veiga (PR). Mediação de João Terena – Jornalista / Terena (MS)
20h – Mostra Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro
UIRÁ – UM ÍNDIO EM BUSCA DE DEUS
DIA 26 (QUI)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: OS POVOS INDÍGENAS, SUAS TRADIÇÕES E O MUNDO CONTEMPORÂNEO
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
XINÁ BENA – NOVOS TEMPOS O ESTADO DO ÍNDIO
Após a exibição, debate com os diretores Ricardo Pieretti e Keyla Tormena. Mediação de Luana Salomão – Jornalista e coordenadora do Vídeo Índio Brasil (MS)
20h – Mostra Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro
SERRAS DA DESORDEM
DIA 27 (SEX)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: O ÍNDIO E A TERRA; O ÍNDIO E A GUERRA; O ÍNDIO E O AMOR – COMO OS POVOS INDÍGENAS SÃO VISTOS PELO CINEMA
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
IMBÉ GIKEGÜ – CHEIRO DE PEQUI BOE ERO KURIREU
Após a exibição, debate com o diretor Paulinho Kadojeba / Bororo (MT) e Vincent Carelli – Idealizador do Vídeo nas Aldeias (PE). Mediação de Belchior Cabral – Produtor Cultural e Diretor-Presidente da Associação Amigos do CineCultura (MS)
20h – Mostra Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro
AVAETÉ – A SEMENTE DA VINGANÇA
DIA 28 (SÁB)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: OS POVOS INDÍGENAS SUL-MATO-GROSSENSES SUAS REALIDADES E PERSPECTIVAS
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
WAI’A RINI – O PODER DO SONHO
Após a exibição, debate com o diretor Divino Tserewahú / Xavante (MT). Mediação de Sérgio Sato – Coordenador do Museu das Culturas Indígenas (MS)
20h – Mostra Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro
ESTRATÉGIA XAVANTE
DIA 29 (DOM)
9h – Seminário A Imagem dos Povos Indígenas
Mesa: A PRODUÇÃO INDÍGENA AUDIOVISUAL E A REALIDADE DOS POVOS INDÍGENAS
18h – Mostra O Olhar dos Povos Indígenas
MONTE-MÓR É NOSSA TERRA IX JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS
Após a exibição, debate com Chico Sales (PB) e o diretor Ronaldo Duque (DF). Mediação de Elis Regina – Jornalista / Fotógrafa (MS).
19h – FILME DE ENCERRAMENTO VENCIENDO EL MIEDO
Após a exibição debate com a diretora Maria Morales / Aymara (Bolívia). Mediação de Andréa Freire – Produtora Cultural / Coordenadora Regional do Projeto Casa Brasil (MS)
21h – COQUETEL
MOSTRAS PARALELAS
CASA BRASIL DA VILA SANTO EUGÊNIO
DIA 24 (TER)
9h EM TRÂNSITO – A SAGA DOS MANOKI
Após a exibição debate com o diretor Elton Rivas (MT)
15h PÏRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO
DIA 25 (QUA)
9h KARAJA
15h HUNI MEKA – OS CANTOS DO CIPÓ MATO ELES?
DIA 26 (QUI)
9h WAI’A RINI – O PODER DO SONHO
15h XINÁ BENA – NOVOS TEMPOS
DIA 27 (SEX)
9h QUE PAÍS É ESTE SAÚDE E TERRA
15h ELO
DIA 28 (SÁB)
9h TAINÁ I – UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA
15h TORÉ – CELEBRAÇÃO E RESISTÊNCIA NO PLANALTO CENTRAL MARÇAL DE SOUZA – PEQUENO DEUS, UM GRANDE IDEAL, UMA HISTÓRIA ESQUECIDA SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO POVO XAVANTE
CASA BRASIL DO INSTITUTO DELTA DE EDUCAÇÃO
DIA 24 (TER)
9h PÏRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO
15h JURUNA – O ESPÍRITO DA FLORESTA
DIA 25 (QUA)
9h ESTRATÉGIA XAVANTE
15h MARÇAL DE SOUZA – PEQUENO DEUS, UM GRANDE IDEAL, UMA HISTÓRIA ESQUECIDA
Após a exibição debate com os diretores e o professor Osni Dias (MS)
DIA 26 (QUI)
9h WAI’A RINI – O PODER DO SONHO
15h XINÁ BENA – NOVOS TEMPOS
DIA 27 (SEX)
9h HUNI MEKA – OS CANTOS DO CIPÓ MATO ELES?
15h 500 ALMAS
Após a exibição debate com o diretor Joel Pizzini (RJ)
DIA 28 (SÁB)
9h TAINÁ I – UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA
15h IX JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS
ALDEIA MARÇAL DE SOUZA
DIA 24 (TER)
9h PÏRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO
15h EM TRÂNSITO – A SAGA DOS MANOKI QUE PAÍS É ESTE SAÚDE E TERRA
19h JURUNA – O ESPÍRITO DA FLORESTA
DIA 25 (QUA)
9h ESTRATÉGIA XAVANTE
15h HUNI MEKA – OS CANTOS DO CIPÓ MATO ELES?
19h MARÇAL DE SOUZA – PEQUENO DEUS, UM GRANDE IDEAL, UMA HISTÓRIA ESQUECIDA
Após a exibição debate com os diretores e o professor Osni Dias (MS)
DIA 26 (QUI)
9h KARAJA
Após a exibição debate com o diretor Marcelo de Paula e a produtora Carla Mendes.
15h XINÁ BENA – NOVOS TEMPOS
19h AVAETÉ – A SEMENTE DA VINGANÇA
DIA 27 (SEX)
9h WAI´A RINI – O PODER DO SONHO
15h ELO
19h 500 ALMAS
DIA 28 (SÁB)
9h TAINÁ I – UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA
15h TORÉ – CELEBRAÇÃO E RESISTÊNCIA NO PLANALTO CENTRAL SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO POVO XAVANTE
19h IX JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS
ALDEIA ÁGUA BONITA
DIA 24 (TER)
9h PÏRINOP – MEU PRIMEIRO CONTATO
15h KARAJA
Após a exibição debate com o diretor Marcelo de Paula e a produtora Carla Mendes.
19h JURUNA – O ESPÍRITO DA FLORESTA
DIA 25 (QUA)
9h EM TRÂNSITO – A SAGA DOS MANOKI QUE PAÍS É ESTE SAÚDE E TERRA
15h HUNI MEKA – OS CANTOS DO CIPÓ MATO ELES?
19h MARÇAL DE SOUZA – PEQUENO DEUS, UM GRANDE IDEAL, UMA HISTÓRIA ESQUECIDA
DIA 26 (QUI)
9h WAI´A RINI – O PODER DO SONHO
15h XINÁ BENA – NOVOS TEMPOS
19h TORÉ – CELEBRAÇÃO E RESISTÊNCIA NO PLANALTO CENTRAL SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO POVO XAVANTE
DIA 27 (SEX)
9h ESTRATÉGIA XAVANTE
15h ELO
19h 500 ALMAS
DIA 28 (SÁB)
9h TAINÁ I – UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA
15h IX JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS
Após a exibição debate com o diretor Ronaldo Duque.
19h AVAETÉ – A SEMENTE DA VINGANÇA
SEMINÁRIO A IMAGEM DOS POVOS INDÍGENAS
Local: CineCultura às 9h
DIA 24 (TER)
POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA PARA OS POVOS INDÍGENAS
Palestrantes:
Américo José Córdula Teixeira – Gerente da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural-MinC (DF)
Pedro Sergio Lima Ortale – Coordenador de Cultura da Fundação Nacional do Índio (DF)
Marcos Terena – Membro da Cátedra Indígena Internacional e Presidente do Comitê Intertribal (DF) / Terena (MS)
Mediação:
Oscar Rocha – Jornalista e Crítico de Cinema (MS)
DIA 25 (QUA)
A IMAGEM DOS POVOS INDÍGENAS NA MÍDIA BRASILEIRA
Palestrantes:
Mônica Pechincha – Antropóloga / Universidade Católica Dom Bosco (MS)
Armando Lacerda – Jornalista / Cineasta (DF)
João Terena – Jornalista / Terena (MS)
Mediação:
Vanderléia Mussi – Doutora em História Indígena / Etnohistoriadora (MS)
DIA 26 (QUI)
OS POVOS INDÍGENAS, SUAS TRADIÇÕES E O MUNDO CONTEMPORÂNEO
Palestrantes:
Antônio Hilário Aguilera Urquiza – Antropólogo / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS)
Daniel Munduruku – Diretor-Presidente do Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual / Munduruku (PA)
Aivone Brandão – Curadora do Museu das Culturas Dom Bosco / Universidade Católica Dom Bosco (MS)
Mediação:
Anastácio Peralta – Professor / Kaiowá-Guarani (MS)
DIA 27 (SEX)
O ÍNDIO E A TERRA; O ÍNDIO E A GUERRA; O ÍNDIO E O AMOR – COMO OS POVOS INDÍGENAS SÃO VISTOS PELO CINEMA
Palestrantes:
Joel Pizzini – Cineasta (RJ)
Maria Morales – Cineasta / Aymara (Bolívia)
Vincent Carelli – Idealizador do Vídeo nas Aldeias (PE)
Hélio Godoy – Cineasta / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS)
Mediação:
Vereador Athayde Nery – Câmara Municipal de Campo Grande (MS)
DIA 28 (SÁB)
OS POVOS INDÍGENAS SUL-MATO-GROSSENSES SUAS REALIDADES E PERSPECTIVAS
Palestrantes:
Claudionor do Carmo Miranda – Administrador Executivo Regional da Fundação Nacional do Índio de Campo Grande / Terena (MS)
Deputado Estadual Pedro Kemp – Assembléia Legislativa (MS)
Egon Heck – Representante Regional do Conselho Indigenista Missionário (MS)
Mediação:
Dulce Ribas – Antropóloga / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS)
DIA 29 (DOM)
A PRODUÇÃO INDÍGENA AUDIOVISUAL E A REALIDADE DOS POVOS INDÍGENAS
Palestrantes:
Maria Morales – Cineasta / Aymara (Bolívia)
Divino Tserewahú – Realizador Indígena / Xavante (MT)
Lúcia Fernanda Jófej Kaingáng – Diretora-Executiva do Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual /Kaingáng (RS)
Paulinho Kadojeba – Realizador Indígena / Bororo (MT)
Vincent Carelli – Idealizador do Vídeo nas Aldeias (PE)
Mediação:
Sérgio Sato – Coordenador do Museu das Culturas Dom Bosco (MS)
OFICINA BASICA DE PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
MÓDULOS
1. HISTÓRIA DO CINEMA E DO AUDIOVISUAL
Ministrante: Hélio Godoy
2. A LINGUAGEM DO DOCUMENTÁRIO
Ministrante: Hélio Godoy
3. FOTOGRAFIA PARA O AUDIOVISUAL
Ministrantes: Sérgio Sato, Divino Tserewahú e Paulinho Kadojeba
4. EDIÇÃO E MONTAGEM
Ministrantes: Sérgio Sato, Divino Tserewahú e Paulinho Kadojeba
23 a 28 de junho 2008 no Museu das Culturas Dom Bosco
Das 08h às 12h e das 13h30 às 17h30
* Carga horária de 48 horas / aula
ENDEREÇOS
CAMPO GRANDE
CINECULTURA
Av. Afonso Pena, 5420 – Chácara Cachoeira
MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO
Av. Afonso Pena, 7000 – Parque das Nações Indígenas
CASA BRASIL DA VILA SANTO EUGÊNIO
Rua Agronômica, 112 – Vila Santo Eugênio
Sessões: 9h | 15h
CASA BRASIL DO INSTITUTO DELTA DE EDUCAÇÃO
Rua Irã, 102 – Jardim das Acácias
Sessões: 9h | 15h
ALDEIA MARÇAL DE SOUZA
Rua Terena, 105 – Marçal de Souza
Sessões: 9h | 15h | 19h
ALDEIA ÁGUA BONITA
Rua Projetada, S/N – Centro Cultural (Comunidade Indígena Água Bonita)
Sessões: 9h | 15h | 19h
DOURADOS
CASA BRASIL DA UFGD
Rua José Roberto Teixeira, 456 – Bairro Jardim Flórida I
Sessões: 9h | 15h | 19h
CORUMBÁ
CASA BRASIL DO MOINHO CULTURAL SUL-AMERICANO
Rua Comendador Domingos Sahib, 300 – Bairro Cervejaria – Porto Geral
Sessões: 9h | 15h
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Três cidades sul-mato-grossenses sediarão um encontro singular no panorama cultural do país. É o “Vídeo Índio Brasil” que acontece entre 23 e 29 de junho em Campo Grande, Dourados e Corumbá. Será a oportunidade de acompanhar gratuitamente mostras, oficinas, seminários, exposição e uma extensa programação de produções indígenas e filmes focados em temáticas indígenas.
Em Campo Grande, o festival será realizado no CineCultura, em duas sedes da Casa Brasil (Vila Santo Eugênio e Instituto Delta de Educação), e nas aldeias urbanas Marçal de Souza e Água Bonita. O Museu de Culturas Dom Bosco abrigará a oficina básica de produção audiovisual. No interior, a Casa Brasil da UFGD será a base em Dourados e a Casa Brasil do Moinho Cultural Sul-Americano em Corumbá.
A abertura está programada para a segunda (23), às 19 horas, no CineCultura, em Campo Grande. O primeiro filme exibido será o pernambucano “Pïrinop – Meu Primeiro Contato“, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, e que relata o contato dos índios Ikpeng com o homem branco em 1964 em Mato Grosso. Os terena da aldeia Água Bonita ainda apresentarão a tradicional “Dança da Ema“.
SEMINÁRIO
O seminário “A Imagem dos Povos Indígenas” reunirá importantes lideranças, intelectuais e dirigentes. O CineCultura abrigará de 24 a 29 de junho, sempre às 9 horas, mesas de debates sobre políticas públicas de cultura, mídia, cinema, os povos indígenas em MS e tradição indígena no mundo contemporâneo.
Estarão presentes várias personalidades, como Armando Lacerda (Jornalista e Cineasta/DF), Daniel Munduruku (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual/RJ), Joel Pizzini (Cineasta/RJ), Pedro Sergio Lima Ortale (Coordenador de Cultura da Fundação Nacional do Índio/DF), Marcos Terena (Membro da Cátedra Indígena Internacional/Comitê Intertribal – Terena/MS), Vincent Carelli (Cineasta e idealizador do Vídeo nas Aldeias/PE), Divino Tserewahu (Realizador indígena xavante/MT), entre outros.
MOSTRA NO CINECULTURA
O “Vídeo Índio Brasil” terá duas mostras realizadas também no CineCultura, em Campo Grande. O público vai apreciar em “O Olhar dos Povos Indígenas” – sempre às 18 horas – produções realizadas por indígenas de vários estados brasileiros, como Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte e Distrito Federal, além do próprio Mato Grosso do Sul.
São 13 filmes que abordam temas riquíssimos, como “Em Trânsito – A Saga dos Manoki”, que conta o drama do povo Manoki em Mato Grosso. O Vídeo nas Aldeias (PE) marca presença no festival com mais cinco produções: “Pïrinop – Meu Primeiro Contato, “Xina Bena – Novos Tempos” – o dia-a-dia da aldeia Hunikui de São Joaquim, no Rio Jordão, no Acre -, “Huni Meka – Os Cantos do Cipó“, “Imbe Gikegu – Cheiro de Pequi“, “Ñguné Elü – O Dia Em Que a Lua Menstruou” e “Waia Rini – O Poder do Sonho“, que recebeu prêmios no Equador e Bolívia.
Após algumas exibições, haverá debates com diretores de filmes presentes no evento e convidados. Está prevista a participação de diretores como Elton Rivas (MT), Maria de Lourdes (MS), Juracilda Veiga (PR), Vincent Carelli (PE), Divino Tserewahu (MT), Chico Sales (PB) e Ronaldo Duque (DF).
Já a mostra “Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro” – sempre às 20 horas -, reúne cinco filmes que abordam a questão indígena. A história do cacique xavante Mário Juruna, o único a ocupar uma cadeira no parlamento brasileiro – é o mote de “Juruna – O Espírito da Floresta“, que abre a mostra no dia 24.
Estão programadas as presenças do diretor do filme, Armando Lacerda (DF), e de Diogo Amhó Juruna, filho do ex-deputado, e ainda o cacique xavante mato-grossense Aniceto Tsuezawére e José Maria Paratsé para um debate após a sessão.
O diretor Gustavo Dahl será lembrado no dia 25 com o filme de 1973, “Uira – Um Índio em Busca de Deus“. A produção tem roteiro de Darcy Ribeiro em conjunto com o diretor. A trama relata como o protagonista Urubu-Kaapor atravessa o interior do Maranhão com a família até a capital São Luiz.
Na quinta (26), “Serras da Desordem“, de Andréa Tonacci, revela uma história curiosa de um índio nômade, o Carapirú, que perambulou uma década pelas serras do Brasil Central após ter seu grupo massacrado por fazendeiros. O sobrevivente foi encontrado pelo sertanista Sydney Possuelo a 2 mil quilômetros de seu ponto de partida e acabou virando notícia em Brasília e gerando polêmica entre os estudiosos.
“Avaete – A Semente da Vingança“, de Zelito Viana, é a atração da sexta (27). O longa, produzido em 1985, acompanha o crescimento de uma criança índia sobrevivente de um massacre e que é criada por um cozinheiro que participou da chacina. Já adulto, o indígena planeja a vingança dos matadores brancos. A mostra se encerra com “Estratégia Xavante“, de Belisário Franca. O documentário carioca narra a idéia curiosa do cacique xavante Ahopowê, que na década de 70 enviou a Ribeirão Preto oito meninos de sua tribo para serem criados por famílias brancas.
MOSTRAS PARALELAS
Uma grande mostra paralela acontecerá em seis locais com uma programação composta por exibição de filmes, vídeos e debates com diretores e realizadores. Em Campo Grande, as sessões poderão ser acompanhadas nas sedes da Casa Brasil – Vila Santo Eugênio e Instituto Delta de Educação – e também nas aldeias urbanas Marçal de Souza e Água Bonita.
O “Vídeo Índio Brasil” chegará a duas cidades importantes do interior de MS também em abrigos da Casa Brasil. Em Dourados, a mostra paralela acontecerá na Casa Brasil da UFGD. Já em Corumbá, o evento será no Moinho Cultural Sul-Americano. Haverá sessões pela manhã, à tarde e a noite. Também acontecerão debates após as sessões com convidados, entre eles, Joel Pizzini, em Dourados, e Armando Lacerda, em Corumbá.
OFICINA
A Oficina Básica de Produção Audiovisual acontecerá de 23 a 28 de junho no Museu de Culturas Dom Bosco, em Campo Grande. Os módulos do programa são História do Cinema e do Audiovisual e A Linguagem do Documentário, ministrados por Hélio Godoy, além de Fotografia Para Audiovisual, comandado por Sérgio Sato, Divino Tserewahu e Paulinho Kadojeba, e Edição e Montagem, apresentado por Sérgio Sato e Divino Tserewahu.
As atividades da oficina serão direcionadas para as pessoas indicadas pelos caciques de várias aldeias através da Funai. O objetivo é capacitar os indígenas para exercer a criatividade cinematográfica e produzir os próprios documentários e filmes. As aulas terão dois turnos: das 8h às 12 horas e das 13h30 às 17h30, totalizando 48 horas/aula.
Confira a programação completa AQUI!
ENDEREÇOS
CAMPO GRANDE
CINECULTURA
Av. Afonso Pena, 5420 – Chácara Cachoeira
MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO
Av. Afonso Pena, 7000 – Parque das Nações Indígenas
CASA BRASIL DA VILA SANTO EUGÊNIO
Rua Agronômica, 112 – Vila Santo Eugênio
Sessões: 9h | 15h
CASA BRASIL DO INSTITUTO DELTA DE EDUCAÇÃO
Rua Irã, 102 – Jardim das Acácias
Sessões: 9h | 15h
ALDEIA MARÇAL DE SOUZA
Rua Terena, 105 – Marçal de Souza
Sessões: 9h | 15h | 19h
ALDEIA ÁGUA BONITA
Rua Projetada, S/N – Centro Cultural (Comunidade Indígena Água Bonita)
Sessões: 9h | 15h | 19h
DOURADOS
CASA BRASIL DA UFGD
Rua José Roberto Teixeira, 456 – Bairro Jardim Flórida I
Sessões: 9h | 15h | 19h
CORUMBÁ
CASA BRASIL DO MOINHO CULTURAL SUL-AMERICANO
Rua Comendador Domingos Sahib, 300 – Bairro Cervejaria – Porto Geral
Sessões: 9h | 15h
REALIZAÇÃO
- CineCultura
- Associação dos Amigos do CineCultura
PATROCÍNIO
- Fundação Nacional do Índio (Funai)
- Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (MinC)
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Pepeu Gomes comemora duas décadas de carreira solo em ritmo acelerado. Além dos shows que voltou a fazer com os Novos Baianos, o multinstrumentista, cantor e compositor acaba de lançar uma antologia com praticamente toda sua obra instrumental: Pepeu Gomes, 20 anos – Discografia Instrumental, da Natasha. Pepeu ainda se prepara para gravar em dezembro um CD ao lado dos irmãos Jorginho e Didi Gomes – balizado de Brasil Power Trio -, vai ter um songbook com 25 partituras lançado em novembro e ainda estuda a proposta de uma indústria coreana de instrumentos para fabricar em série a guitarra PG, que ele mesmo produz na sua casa no Rio.
“Sempre procuro novidades. Considero-me um alquimista”, define-se o músico, que aos 17 anos largou o baixo após ganhar de Gilberto Gil um LP de Jimi Hendrix. “O álbum era o Snpanish Hits. Fui dormir baixista e acordei guitarrista”, recorda Pepeu, dono de uma coleção de 38 guitarras.
Enquanto inicia a turnê brasileira para divulgar o novo álbum, Pepeu fecha contrato com gravadoras de 35 países para lançar a coletânea na Europa, Estados Unidos e Ásia. O CD duplo Pepeu Gomes, 20 anos – Discografia Instrumental traz 39 faixas remasterizadas de nove discos de Pepeu. “Foi um trabalho árduo, mas é o resgate da minha obra instrumental definitiva’”, comemora o músico.
O primeiro CD da compilação apresenta na íntegra os discos Geração do Som – que marca o início da carreira solo de Pepeu em 78 -, e On The Road, de 89, que vendeu excelentes 12 mil cópias na época. O segundo CD reúne faixas de outros sete álbuns. As quase 40 faixas reunidas no novo disco prova a facilidade com que Pepeu domina vários estilos.
Além de canções próprias, nas quais o músico deixa transparecer influências de guitarristas como George Benson, Carlos Santana e Steve Ray Vaughan, Pepeu interpreta com personalidade clássicos como Brasileirinho, Tico-tico no Fubá, Na Baixa do Sapateiro, entre outros. “Desde criança já ouvia no rádio chorinho, samba e frevo”, recorda o quinto dos dez irmãos Gomes. Mas depois que ouviu pela primeira vez Jimi Hendrix, em 68, Pepeu começou a se interessar por rock’n roll. “Acabei misturando tudo. Por isso não me encaixo em um estilo só”, garante.
Após ser convidado por Gil para gravar o LP Barra 69 – que marcou a despedida de Gil e Caetano antes do exílio londrino -Pepeu entrou para os Novos Baianos e iniciou a busca por uma identidade. “Não queria ligar uma Fender e soar igual ao Eric Clapton”, lembra. E foi em 78 que Pepeu atingiu o objetivo.
Em uma festa em Nova Iorque, o brasileiro conheceu Roger Mayer, engenheiro que gravou a maioria dos discos de Hendrix e que criava os pedais de efeitos sonoros do guitarrista. “O Roger criou um circuito que personifica meus instrumentos. Paguei mais de USS 1.000 na época”, vibra Pepeu, que confessa ter ganhado do engenheiro dois pedais que o próprio Hendrix usava. “Tenho tanto carinho pêlos pedais que só uso em casa”, afirma.
Mas um novo presente é que está mexendo com a cabeça de Pepeu ultimamente. Em recente viagem à Europa, o músico ganhou um violino e está apaixonado pelo instrumento. “O violino tem a mesma afinação do bandolim. Já toco uma parte do Brasileirinho”, revela. Pepeu também começa a preparar um disco cantado que vai gravar em 99. “Se dissesse que dá para viver só de música instrumental estaria mentindo”, confessa o músico, que vai misturar música árabe com MPB no próximo CD.
Pepeu arranja tempo ainda para começar a montar a estrutura no Rio e em São Paulo para fundar sua escola de música e, principalmente, fazer shows junto com os Novos Baianos. O guitarrista só reclama da dificuldade para reunir os quase 15 integrantes da banda liderada por Moraes Moreira, Baby do Brasil, Galvão e Paulo Boca de Cantor. “Temos muitos convites para convenções e festas. Só para o reveillon recebemos 12 propostas”, adianta Pepeu. Com tantos músicos nos Novos Baianos, o guitarrista confessa que é difícil ganhar algum dinheiro. “É mais pela filosofia. Só o fato da gente ficar junto já é o maior cache do mundo”, garante.
* Publicado pela Cult Press, da Agência Cartaz Z Notícias, em 27/10/98
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Mais um post do Matula Cultural da série Audioentrevista.
Bate-papo com o ator Marco Ricca em sua primeira visita em Campo Grande para começar a produção do filme Cabeça a Prêmio, seu primeiro longa-metragem.
Falamos também do longa Via Láctea – com ele e Alice Braga -, que estava participando do Festival de Cinema de Campo Grande.
A entrevista foi gravada nas poltronas do CineCultura.
Confira!
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Registro da fotógrafa Célia Nazarko do show realizado em 13 de abril de 2008 pela banda MANDIOCA LOCA no projeto Som da Concha.
Integrantes
Rodrigo Teixeira (voz, violão e guitarra)
Fernando Bola (bateria e vocal)
Anderson Rocha (guitarra)
Alex Mesquita (baixo)
Alex Cavalheri (teclados)
Para ver mais fotos do Mandioca Loca clique AQUI!
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Áudio da entrevista com o Mestre Agripino, “fazedor” de viola-de-cocho morador de Corumbá (MS)
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Áudio da entrevista com a atriz, diretora e produtora cultural sul-mato-grossense Andréa Freire!
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No último dia 13 de abril o grupo Mandioca Loca foi a atração principal do projeto Som da Concha, realizado na Concha Acústica do Parque das Nações Indígenas.
Durante a passagem de som muitas araras sobrevoaram o palco. Apesar da chuva, não faltou energia na apresentação do quinteto que estreou novo visual no evento, fazendo uma grande homenagem a toda a nação indígena brasileira.
No dia seguinte ao show, o jornalista e crítico Oscar Rocha, do Correio do Estado, escreveu:
“…o veterano Rodrigo Teixeira, que aos poucos se afasta da carreira solo e se filia integralmente à banda que criou: Mandioca Loca. São eles, Anderson Rocha (guitarra), Fernando Bola (bateria), Alex Mesquita (baixo) e Alex Cavalheri (teclados).”
“… Mandioca Loca, capitaneada por Rodrigo Teixeira, faz questão de fincar bandeira em torno da identidade de onde produz sua música.”
“Não tinha muitas expectativas com o Mandioca Loca. O motivo era o show de Rodrigo Teixeira visto há cerca de 7 anos no Sesc Horto. Lá observei que a idéia em torno da polca rock não se frutificou, no caso dele, diante de composições fracas, sem grandes achados. Agoraele, sabiamente, soube costurar no repertório criações próprias ao lado de músicas de outras fontes. A sacada foi se aproximar de autores que tem afinidade com sua música.”
“O mínimo que a apresentação teve foi unidade, porém, não ficou apenas nisso. As canções de Simona, Geraldo Espíndola, Marlui Miranda, Jerry Espíndola e as próprias estavam bem dosadas no roteiro, mostraram que se está diante de um vocalista que busca ultrapassar fronteiras, tendo orgulho de onde está. Em vários momentos consegue.”
“Perto do final, como num ritual de guerra, a pintura no rosto dos músicos remete a isso, Rodrigo circulou pelo palco com desenvoltura, sabendo que no rock o tempo é quase inexistente: trintões, quarentões e pós-adolescentes podem se divertir numa boa e, o que é melhor, com o público junto.”
“No caso da Mandioca Loca, que venha o CD. Se a banda souber traduzir no estúdio a proposta do palco, com certeza teremos um bom lançamento em 2008.“